Irmãs Missionárias Capuchinhas Origem, Espiritualidade, Carisma e missão

Home/Notícias/Irmãs Missionárias Capuchinhas Origem, Espiritualidade, Carisma e missão

Irmãs Missionárias Capuchinhas Origem, Espiritualidade, Carisma e missão

“A origem da Congregação das Irmãs Terceiras Regulares da Missão Capuchinha Lombarda em Norte do Brasil, foi à seguinte:

O M. Revdo. Pe. Frei João Pedro de Sexto, então Superior Regular da Missão, para satisfazer ao contrato lavrado com o Governo do Estado do Pará, aos dezenove de dezembro de 1903, foi ao Rio de Janeiro no intuito de arranjar as religiosas franciscanas para a direção do Instituto feminino do Prata.


 

Ao regressar, tudo indicava que obtivera pleno êxito, no Rio de Janeiro, junto à Madre Provincial das Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus, que se comprometera a enviar quatro religiosas, logo que a construção do colégio estivesse concluída. Estes, porém, eram projetos humanos; outros, os desígnios de Deus. Assim, no momento em que as Irmãs eram aguardadas, em Belém, “motivos superiores” impediram sua vinda, ocasionando um grave contratempo e tristeza.

E eis que, em meio àquela nuvem de perplexidades e incertezas, brilha no tênue uma luz, cujos raios se intensificam, até clarificar a questão: os missionários lembram, um grupo de fervorosas terciárias franciscanas, que, em Canindé, muito colaboravam com missionários capuchinhos, na catequese paroquial. Algumas delas desejavam ingressar em um instituto religioso franciscano, o que, às vezes, lhe parecia algo muito remoto…

Por que não iniciar, com aquelas vocacionadas, um instituto Religioso, que atendesse às necessidades da Missão? Foi esta a sugestão de Frei Daniel de Samarate, diretor da Colônia do Prata. Mas, para Frei João Pedro, a partir de então, as dúvidas começaram a mesclar-se com receio de assumir mais uma grave responsabilidade, pois, bem sabia o peso de tal responsabilidade que pesava sobre ele. Certa manhã, após uma vigília de oração, Frei Mansueto surpreendeu-o com esta exclamação: “Frei João Pedro é vontade de Deus que fundeis a Congregação. Cumpri esta vontade e o Senhor a abençoará!”.

O Superior, em sua habitual atitude de abertura, percebeu nestas palavras, pronunciadas com tanta convicção, aquela resposta que todos aguardavam: Deus queria que ele fundasse uma nova Congregação Franciscana. Tranqüilo, deu início às tratativas necessárias, a começar por uma consulta às candidatas, porém, deixando-as plenamente livres para discernir o caminho a ser palmilhado.Tranquilamente, na oração, elas buscaram escutar a vontade de Deus e, depois disso, cinco delas mostraram-se decididas a aceitar o desafio, reconhecendo que aquele convite era uma resposta de Deus ás suas aspirações mais profundas. Com os olhos da Fé percebiam que era a Mão Divina que as estava conduzindo e levaram a Frei Matias a decisão tomada.

Na manhã do dia 14 de dezembro de 1904, um motivo especial fez Frei João Pedro dirigir-se ao porto de Belém. Em seus planos, ali ele deveria receber quatro Irmãs de votos perpétuos, destinadas à Missão pela Superiora Provincial da Congregação das Irmãs Franciscanas do Sagrado Coração de Jesus. Entretanto, o Senhor da História, traçara um projeto bem diferente: e ali se encontrava para receber cinco candidatas à Vida Religiosa, que deveriam ser plasmadas na espiritualidade Capuchinha, aqui, na Missão e para a Missão.

Com a graça de Deus, a luz do Espírito Santo e a coragem de Frei João Pedro de Sexto São João, Sacerdote Missionário Capuchinho italiano. Nasce no seio da Floresta Amazônica no dia 18 de dezembro de 1904 a Congregação das Irmãs Missionárias Capuchinhas de São Francisco de Assis do Brasil, na Arquidiocese de Belém do Pará. E faz parte da grande família franciscana iniciada por São Francisco de Assis. Para atender ao grande compromisso da missão educativa que se completava em Santo Antônio do Prata, Pará, contou com a disponibilidade e a Coragem de cinco Jovens cearenses da Ordem Terceira Secular Filhas de Canindé que com seu “Sim” decidido deixaram tudo, e seguiram ao lugar desconhecido para dar início à nova Congregação que foram:

Francisca Barbosa Magalhães – Irmã Isabel Maria de Canindé
Maria de Nazaré Santos Lessa – Ir. Madalena Maria de Canindé
Cecília de Paula Pimenta – Irmã Verônica Maria de Canindé
Ana Xavier Macambira – Irmã Clara Maria de Canindé
Maria Barbosa Cordeiro – Irmã Inês Maria de Santa Quitéria.

Elas mesmas prepararam os hábitos de Religiosas e no dia 18 de dezembro de 1904, às 18 horas, na Capela de Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos, à rua Caldeira Castelo Branco (Retiro Saudoso), então, residência provisória dos Frades Capuchinhos do Pará, receberam solenemente o santo hábito, das mãos do M. Revdo. Frei João Pedro de Sexto, estando presentes Frei Daniel de Samarate, Frei David de Desenzano e Frei Tranquilino de Alzano. A cerimônia foi verdadeiramente imponente, edificante e comovedora. A breve, mas, animadora locução que o Superior Regular dirigiu às novas e mui afortunadas Religiosas, bastou para fazer-lhes compreender a grande mercê que acabavam de receber, o zelo e a coragem com que deviam corresponder à missão para a qual Deus as tinha chamado.

No dia seguinte (19 de dezembro), as novas Religiosas: Irmã Clara de Canindé, Superiora, Irmã Inês de Santa Quitéria, Vice-Superiora, Irmã Verônica de Canindé, Irmã Isabel de Canindé e Irmã Madalena de Canindé, acompanhadas pelo M. Revdo. Superior do Prata, foram recebidas pelos demais Religiosas do Prata e por toda a povoação, com grandíssima alegria e entusiasmo em suma, a recepção foi soleníssima”(1).
.
No Colégio, que funcionava em regime de internato e externato, as Irmãs ocupavam-se além da formação acadêmica das alunas, também da educação doméstica: corte costura, bordados, rendas, arte culinárias, lavar, e passar, fazer pão e noções de jardinagem, horticultura, criação de aves e animais domésticos. Porém, priorizavam a educação da fé através do ensino religioso. Desenvolveram sua ação missionária, não somente no Colégio, mas em toda a Colônia, através do bom exemplo e de atividades apostólicas: faziam catequese na Paróquia, orientavam o apostolado da Oração, a Pia União das Filhas de Maria e visitavam as famílias. Em um relatório oficial, Frei João Pedro chegou a dizer: “As Irmãs são uma benção de Deus para o Prata, colaborando fraternalmente com os missionários para que a Colônia alcance o objetivo para o qual foi fundada”.

ESPIRITUALIDADE DA CONGREGAÇÃO: A Espiritualidade da Irmã Missionária Capuchinha está alicerçada nas bases franciscanas do MINORISMO, da CONTEMPLAÇÃO da PENITÊNCIA e da FRATERNIDADE. Tem sua origem no movimento que Francisco começou no século XIII. Com a III Ordem, ou Ordem dos Penitentes. Como Irmãs da Penitência, somos impulsionadas pelo mistério da Paixão do Senhor, a andar pelo mundo pregando a Penitência e Conversão e anunciando a Paz. Nossa força é a Eucaristia, centro de nossa vida Religiosa e nosso maior TESOURO.
CARISMA: O carisma é um dom, uma graça, um presente, está relacionado diretamente com o ser da pessoa. É aquilo que ela é, é a ação de Deus na vida da pessoa. O carisma é a ação do Espírito Santo que potencia a pessoa para uma determinada missão. Os religiosos e religiosas vivem um carisma específico, e deriva daí, a sua missão própria.

O Fundador Frei João Pedro de Sexto São João deseja que as Irmãs servam à Igreja de modo integrado, com identidade própria o modo feminino de ser franciscana, missionária, capuchinha para revelar aos irmãos e irmãs o sentido da vida, vivendo e fazendo viver uma vida nova para com sua fé “gerar fé”, e com seu testemunho de vida “gerar a vida”. A herança que Fundador deixou à Congregação é um carisma de espiritualidade franciscana, carisma missionário e, segundo Gálatas I4,4, é uma atitude de dar à luz ,Cristo, aos homens e levá-los à plenitude cristã.

Este DOM está presente quando as Irmãs são convocadas pelo fundador a Encarnar o franciscanismo, no seu seguimento de Jesus Cristo e seu projeto missionário, servindo preferencialmente aos mais pobres, com coragem, alegria e misericórdia, na simplicidade e no acolhimento. Em fidelidade a esse carisma, as Irmãs Missionárias Capuchinhas exercem atividades de educação formal e popular, na saúde, de assistência aos hansenianos, á velhice à infância abandonada e em pequenas fraternidades inseridas no meio pobre; estão disponíveis também a outras atividades pastorais, segundo os apelos da Igreja e as prioridades de tempo e lugar.

MISSÃO: A Congregação das Irmãs Missionárias Capuchinhas nasceu na Missão e para a Missão num campo vasto da grande Floresta Amazônica. Nossa missão é animar e gerar VIDA e ESPERANÇA, sobretudo, onde a vida se encontra ameaçada. Buscamos viver o IDEAL e o ESPIRÍTO de Francisco e Clara de Assis, assumindo uma vida simples e austera, animadas pelo carisma particular de nosso fundador Frei João Pedro. Viver a FRATERNIDADE é o SONHO da MISSIONÁRIA CAPUCHINHA.
Frei João Pedro de Sexto ao fundar a Congregação das Missionárias Capuchinhas com a missão de continuar a obra misericordiosa do Redentor, segundo suas próprias palavras escritas em seu Testamento, poucos meses antes de morrer: “Ide com Coragem e santa Alegria, evangelizar os povos, ide instruir e catequizar todas as gentes e derramar sobre todas elas os tesouros da infinita Misericórdia de divina”. Ele quer que a Irmã Missionária Capuchinha seja uma pessoa profundamente misericordiosa sobre as pessoas que dela precisam. Cada Missionária Capuchinha é convocada por ele para a missão do amor. Amor que se doa, que se preocupa mais com o outro de que consigo mesma. Que este amor seja gerador de novas vidas, vidas conscientes e capazes de enfrentar os desafios da modernidade e da tecnologia no mundo atual. A principal missão das Capuchinhas é seguir Jesus Cristo nos pobres e marginalizados, daqueles que não têm voz e nem vez. O desafio da educação de ontem é o desafio de hoje.

By | 2017-04-02T01:38:05+00:00 fevereiro 27th, 2017|Notícias|Comentários desativados em Irmãs Missionárias Capuchinhas Origem, Espiritualidade, Carisma e missão

About the Author: